Oposição segue mirando na Saúde
O vereador Jonas Oscar Paegle (PSD), na noite de terça-feira (27), durante a sessão legislativa, puxou os discursos da oposição que tinham como alvo o setor de Saúde de Brusque. Durante os 15 minutos a que tem direito na tribuna, o pessedista abordou a questão dos índices do SUS, que pontuaram o setor com média em torno de 4 na cidade.
Paegle disse que o governo tem se preocupado demais com obras físicas, citando o exemplo das ruas asfaltadas, e deixa de lado problemas humanos, como o atendimento no setor de Saúde. "O que se nota é que a Saúde vai mal: receitas trocadas, filas de madrugada, remédios vencidos. Chega de madrugada e fica na fila, e quando chega a vez acabam as senhas e precisa voltar no outro dia", soltou ele.
O líder do governo, Valmir Ludvig, disse estranhar o fato de que, na legislatura anterior, Paegle não tenha visto nada que merecesse ser denunciado. "Interessante que, de repente, o senhor ficou com um pouco de sentimento humano. Quantos vocês passaram aos hospitais? Por que o senhor não reclamava antes? O senhor sabe que de R$ 26 milhões, passamos a aplicar R$ 56 milhões na Saúde", rebateu o petista.
Já o vereador Nilson Pereira (PTB) afirmou que o governo passado deixou a Saúde entre as melhores do Estado e do País. "Quando a pesquisa é em favor deles, eles são os maiores. Quando entregamos para eles, estávamos em primeiro em SC e éramos o oitavo no Brasil", disse ele, ironizando a atuação da secretária Cida Belli, que comanda a pasta. Jonas Paegle também deu força ao comentário sobre Cida, dizendo que "ela deve entender mesmo é de culinária".
O vereador Edson Rubem Muller (PP) destacou que, como médico, Paegle deveria saber qual é a realidade de fato do setor, algo bem distante do que as palavras do vereador anunciam. "A gente escuta cada uma, que entregaram a saúde em primeiro lugar. Onde está a pesquisa sobre isso? Quando pegamos o governo atendíamos nove mil pessoas e hoje atendemos 30 mil. O senhor conhece de Saúde. Fico espantado com as suas colocações", emendou o pepista.
Já o vereador Dejair Machado rebateu a defesa feita pelo governo, afirmando que os números do SUS dizem respeito ao período de 2011, também. "Não sou eu que está dizendo. Eu não freqüento (o SUS). Acho que aqui poucos freqüentam, porque temos uma condição melhor por termos plano de saúde. São as pessoas que usam que estão dizendo", comentou o pessedista.



